Sou advogado há vinte anos. Ajudei mais de dez mil famílias a reconhecer a cidadania italiana. E, desde 2017, convivo com reclamações repetidas que nenhuma empresa deveria enfrentar sozinha. Este é o meu caso, contado em números, por ID, sem expor o nome de ninguém.
Luiz Scarpelli · fundador
Cada reclamação vira uma página nova. Quem lê uma delas não vê que o mesmo autor publicou outras trinta e duas. Trinta e três reclamações de uma única pessoa aparecem ao público como trinta e três clientes insatisfeitos. Para cada pessoa que reclamou, cerca de 66 tiveram a cidadania reconhecida.
Antes das reclamações, vieram as denúncias. Por anos, Luiz Scarpelli denunciou publicamente fraudes no mercado da cidadania italiana: documentos falsos, residências fictícias, intermediários vendendo cidadania. A imprensa no Brasil e na Itália registrou esses esquemas, com operações policiais, prisões e milhares de cidadanias canceladas.
O dossiê de imprensa reúne essas reportagens. Os gráficos e o relatório mostram o que veio depois.
Julho de 2018. Uma reclamação e suas réplicas: três textos, cada um publicado três vezes em poucos minutos, e uma consideração final. Expressões como “ladrão”, “bandido” e “estelionatário” se repetem ao longo do caso. Algumas palavras chegaram a ser editadas pela própria plataforma, e a página continuou no ar.
Dezenas de reclamações, réplicas repetidas e páginas que até hoje aparecem nas buscas pelo meu nome.
Ação de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência, na 16ª Vara Cível de Belo Horizonte.
O Juízo determina a suspensão da reclamação individualizada e das marcações a ela vinculadas.
Reclamações em sequência, em dias seguidos, algumas promovendo nominalmente outro escritório.
Publicada pelo mesmo autor da reclamação suspensa. Desativada só depois de nova petição específica, em outubro de 2026.
O Juízo intima a parte ré a comprovar o cumprimento da medida deferida.
“Nenhuma empresa deveria descobrir, nove anos depois, o tamanho do estrago. A defesa precisa começar no primeiro dia.”
Processo nº 5253159-34.2024.8.13.0024, 16ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte/MG, ainda sem sentença. Os números desta página vêm do anexo apresentado nos autos e não identificam nenhum consumidor.